sábado, setembro 26, 2009

Sniper mata ladrão com refém

PM mata ladrão que ameaçava refém
Atirador de elite fez o disparo após criminoso tirar pino de granada
Pedro Dantas, do Estado de S. Paulo


Um assaltante armado com uma granada foi morto com um tiro na cabeça pelo atirador de elite da Polícia Militar major João Jaques Busnello, depois de tomar como refém a dona de uma farmácia, na Tijuca, zona norte do Rio, na manhã de ontem. As negociações duraram quase uma hora na Rua Pereira Nunes, a cerca de 1 km do Estádio do Maracanã. O tiro ocorreu após o criminoso, mesmo baleado, tirar duas vezes o pino de segurança da granada.
A polícia foi acionada por volta das 10 horas, após a denúncia de um assalto a um carro dos Correios. Ao identificar um homem parado em um orelhão, os policiais o abordaram e foram ameaçados por ele com uma granada. O criminoso, identificado como Sérgio Ferreira Pinto, de 25 anos, correu, se refugiou em uma farmácia, ameaçou jogar a granada nos policiais e recebeu o primeiro tiro na barriga.
Dentro da loja, Ana Cristina Garrido, de 48 anos, e sua filha Cássia Garrido, de 22, ficaram escondidas atrás do balcão. "Quando ele entrou, minha filha e eu nos abaixamos. Ao ser baleado, ele caiu sobre nós. Minha filha correu. Quando tentei sair, ele me agarrou e disse que eu ficaria", disse Ana, que ficou refém por mais de 40 minutos.
De acordo com Ana e policiais que participaram da operação, o assaltante afirmou ter duas filhas, disse que foi preso duas vezes - ele tinha duas passagens pela polícia, por porte ilegal de arma e furto - e não voltaria para a cadeia. "Ele atendeu o celular cinco vezes e parecia falar com comparsas. Disse que eles iriam resgatá-lo em um carro, iria me levar junto e libertar apenas no morro, mas não disse onde morava, pois não queria que a polícia trouxesse os parentes. Ele deixou claro que não iria se render", revelou a refém. Na última ligação, o criminoso pediu que os policiais liberassem a rua, pois seus comparsas chegariam de carro.
Mesmo ferido e aparentando sentir dor, o assaltante saiu com a refém da farmácia. Na rua, ele retirou o pino da granada por duas vezes para ameaçar os policiais e a mulher. "Percebi que aquela situação estava chegando ao limite. Ele estava ferido, tinha uma granada em mãos e uma refém. Antes que o mal ocorresse, acionei o atirador", disse o tenente coronel do 6º Batalhão da PM, Fernando Príncipe.
A refém conta que a ação da polícia foi rápida e passava mal no momento do tiro. "Ele me prendia com uma gravata e eu implorava que ele me libertasse. Quando já estava desfalecendo, ele soltou e abaixei para vomitar. Ouvi o tiro e os policiais me tiraram do local. A polícia agiu no momento certo, pois não sei se aguentaria muito tempo", disse Ana."A polícia fez o papel dela. Deram várias oportunidades ao assaltante para se render e ele não aceitou. No momento do tiro, ela não corria risco de vida", avaliou o marido da comerciante. Ao ser atingido na cabeça, o assaltante teve o boné arrancado. Ele foi levado para o Hospital do Andaraí, mas chegou morto. Populares aplaudiram os policiais no fim da ação.

Entrevista com o sniper feita pelo jornal Extra
Foi atrás de uma cortina, coberto por um lençol, no quarto de uma criança, que o major João Busnello, chefe de Planejamento e Operações (P3) do 6º BPM (Tijuca), se posicionou durante a negociação em Vila Isabel, esperando o momento certo de agir. O oficial fez o curso de "sniper" em 2004 e trabalhou
no Batalhão de Operações Especiais (Bope) durante cinco anos. Busnello explicou que, enquanto um capitão negociava com o bandido e o coronel avaliava o melhor momento para agir, ele ficava aguardando o sinal.
- A situação estava descambando para um desfecho ruim quando ele ameaçou retirar o pino da granada novamente. Na doutrina de negociação de conflito, quando você usa o atirador de precisão, o tiro deve ter incapacitação total - explicou o major. Para o major, o momento do disparo requer muita segurança, tranquilidade e confiança no trabalho que está desempenhando. O oficial está há 16 anos na polícia e disse já ter participado em diversas situações com reféns. Essa, entretanto, foi a primeira vez que precisou atirar.
- As alternativas daquele momento demandavam o que foi feito - avaliou.

1 Comments:

At 6:58 AM, Blogger Fabio said...

DESTA VEZ O BOPE NÃO FICOU COM A GLORIA DA QRU DA TIJUCA O CORONEL PRINCIPE EX COMANDANTE DO BOPE SAIU CARREGADO NOS BRAÇOS DO POVO PELO FINAL TRAGICO PARA O SEQUESTRADOR PARABENS O MAJOR DO 6BPM POR APERTAR O GATILHO. É ISSO É BRASIL.

 

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