domingo, outubro 11, 2009

Saulo nega acordo com PCC em 2006

Ex-secretário nega negociação com o PCC em ataques
Tahiane Stochero, do Diário de São Paulo

Quem assiste ao filme "Salve geral", que estreou há uma semana, conclui que os ataques comandados por uma facção criminosa paulista, em maio de 2006, só terminaram porque o governo estadual fez um acordo com o grupo. A versão da história, noticiada pela imprensa na ocasião e confirmada em depoimento no Congresso pelo líder da facção, Marcos Herbas Camacho, o Marcola, é negada pelo secretário da Segurança Pública do estado na época do conflito, Saulo de Castro Abreu Filho.
- Isso não aconteceu, não houve negociação. Eu ainda não vi, mas quero ver. O filme é ficção, são fatos apenas inspirados na realidade, não tem compromisso com a verdade - disse o ex-secretário.
Entre 12 e 21 de maio de 2006, quando ocorreram os ataques, 564 pessoas morreram vítimas de arma de fogo, sendo 59 policiais ou agentes penitenciários, e outros 505 civis. Mais de 50 ônibus foram incendiados, bases policiais e bancos foram atacados e a capital paulista parou. Até hoje, ninguém foi condenado pelos crimes.
- É bom relembrar o que aconteceu, até mesmo para que isso nunca mais se repita. Esquecer a história é ruim. Segurança pública tem que ser discutida - defendeu.
O ex-secretário atua hoje como promotor na Estância Especial do Tribunal de Justiça do Estado, e trabalha em casa. No filme, os personagens que retratam os secretários da SSP e da Administração Penitenciária (SAP) vão a um presídio negociar com o líder da facção, aceitando atender reivindicações impostas pelo crime organizado para o fim dos ataques. Saulo nega que tenha ocorrido tal encontro, e não confirma se foram feitas concessões.
- Foram várias ações (do estado). O conceito do que é concessão ou não é discutível. Todo mundo que estava preso continuou preso. Eu não consigo enxergar nenhum benefício para eles (o PCC), tanto que nunca mais os ataques se repetiram - afirmou.
Titular da SAP na época, Nagashi Furukawa também nega um eventual acordo com a facção.
- O filme é ficção, muito do que mostra não existiu. Eu nunca estive com o Marcola. Não sei de acordo nenhum - reiterou o coronel Elizeu Eclair, comandante da Polícia Militar em 2006.
Para a SSP, hoje "a situação está sob controle. A SAP não se manifestou sobre o assunto.
Lembo com Saulo, em 2006, governador e então secretário de Segurança

O famoso Marcola

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